23 junho, 2008


Este medo de ter medo não é nada bom.
Às vezes penso que já nem me lembro de como era não sentir nada por ali.
Tenho um baixo que se enche de sombras pequeninas a crescer até se tornarem crisálidas que depois crescem até se tornarem imagos.
E quase sempre o meu alto não consegue acompanhar o mistério da vida, sem que se lançe ele próprio no mundo das larvas. Eu tento subir por mim, mas é uma luta do caráças. E quando lá chego, ao cimo, vem o medo de ter medo outra vez, e lá recomeça tudo de novo...

19 junho, 2008

...Ai estes uteros...



Lembras-te da Eva?
Morreu de cancro do utero... Aos 33 anos.

13 junho, 2008

Custa tanto saber o que se sente quando reparamos em nós!...

Que estúpido se não sabe que a infelicidade dos outros é dele
e não se cura de fora.
Porque sofrer não é ter falta de tinta
ou o caixote não ter aros de ferro!

Fernando Pessoa

10 junho, 2008

Homens Geniais

Os génios verdadeiros são escassamente encontrados na história da humanidade.

  • Reflexões
  • 13 abril, 2008

    Faz Uma Loucura Por Mim

    E o amor devia ser sempre mais do que não querer perder

    Não importa o aspecto ou a forma que adoptam, são todas assim, mulherzinhas.
    A experiência ensinou-lhes montes de coisas e usam com orgulho o orgulho que acham que devem ter quando tudo corre mal.
    Mas corre tudo mal, sempre. Mesmo quando corre bem.
    Corre mal porque ser homem é amar de maneira diferente.
    Claro que eu sei, depende do homem, então claro que eu sei, depende da mulher. Mas então porque é que são tão iguais umas às outras. Assim.
    É porque isto não são elas. Isto é o que acham que devem ser. É mais uma regra igual às regras todas que há para o Ser. Mas pelo menos no amor, na entrega (como diz a outra) devia ser diferente. As mulheres (que pensam e são inteligentes) deviam sentir o sentimento como de facto se sentem a elas próprias. O orgulho no lugar certo, no fundo delas e sempre... Mesmo quando tudo corre bem. Tu não sabes. Não tens como. Mas eu detesto aquela sensação que me é dada na transmissão de um grande, grande amor, de uma forma que não é a que eu leio no transmissor.
    Errada. Sim, sou eu que tenho a cabeça no carrocel, sou eu que estou errada. Que vejo mal. Isso era bom. Penso. Ainda bem. Mas elas continuam a surgir-me assim. Mulherzinhas.
    E tambem porque principalmente é assim que os homens as querem. Mulherzinhas.
    E se eles não são o que elas querem, (dizem), elas são precisamente o que eles querem.
    Não tinha mal, não teria nenhum mal, se elas tambem o quisessem (quando tudo corre bem).
    O peso desta angustia de sentir que nunca chega o amor de uma mulher, nunca chega, mesmo que ele seja mais do que perfeito. O mundo inteiro já deu conta disso. Na publicidade, na moda, na constante sedução, na forma como a própria mulher se entrega. Não chega. E principalmente se ele for perfeito. Não chega.
    Eu acho que nem ele nem ela sabem o quanto querem o outro, apenas sabem que não querem perder.
    E quando o homem e a mulher se põem a pensar aí então já nem a natureza pode seguir o curso.
    Valía mais que pensassem muuito, com muita inteligência, mas fossem animais de vontades superiores aos desejos que têm na cabeça...

    Mulher

    Assim de repente...
    Querias saber o que é ser "mulherzinha"...
    Isto é o que é ser mulherzinha.

    A Loba - Alcione

    03 abril, 2008

    Exactamente como nos filmes

    Não tenho muito para oferecer
    Nem tenho muito a tirar de ti
    Sou uma principiante em absoluto
    E sou absolutamente sã
    Desde que estejamos juntos
    o resto pode ir para o inferno
    Eu amo-te absolutamente
    Mas somos principiantes em absoluto

    De olhos complectamente abertos
    mas mesmo assim nervosos

    Se a nossa canção de amor pudesse voar pelos montes
    Pudesse rir nos oceanos
    exactamente como nos filmes
    Não há razão Para sentir os tempos maus
    Para deixar cair as linhas dificeis
    é absolutamente verdade
    Não há muita coisa que possa acontecer
    Não conseguimos abanar o sistema
    somos principiantes em absoluto
    e não temos tanto a perder
    desde que continues a sorrir-me
    eu não preciso de mais nada
    eu amo-te absolutamente

    But were absolute beginners

    But if my love is your love
    Were certain to succeed
    If our love song Could fly over mountains
    Could laugh at the ocean
    Just like the films
    Theres no reason To feel all the hard times
    To lay down the hard lines
    Its absolutely true


    25 março, 2008

    28 fevereiro, 2008

    Aqui tambem andamos sós

    Sentadinha na carpete, no escuro do quarto. Sem saber muito bem onde está. Isto é sexy.
    Do pescoço para cima.
    Com boa luz tranforma-se na Saffrom ou no que te apetecer. É sexy, sim.
    Mas não é facil de ver. O imediato diz-nos que é estupida e tonta e ficamos por esta noção, pois temos muito pouco tempo.
    Mas depois tambem é evidente que não é pelo acto só. Não é qualquer uma que é sexy a fazê-lo na carpete.
    Isto é muito pessoal. A tua frase de altos e baixos serem precisos para estar tudo bem, é tambem. Não é agradavel saber que quando está tudo muito bem, algo já está a morrer.
    A dualidade que complecta tudo, tem que haver por dentro ou é uma cagada.
    Mas sim tambem podemos ver tudo em todo o lado que ninguêm consegue rebater. É sempre pessoal. E se não é preciso muito para chatear uma mulher. Um pouco disto transforma-me logo numa fera. Devo querer por força colocar o teu "pessoal" ao meu jeito. Isto está errado.
    Nunca esteve bem. Devo perceber que há outras belezas, que não a que os meus olhos captam. Há outros segredos por tráz das coisas.
    E aqui tambem andamos sós.

    01 fevereiro, 2008

    23 janeiro, 2008

    Sundance Film Festival













    (Colin Firth e Saffron Burrows - Sundance F. Festival)

    08 janeiro, 2008

    Die Kunst der Fuge

    Cor, vida, o que se quiser pôr. Existe a matriz que preenchemos com o que temos para dar...
    A obra inacabada torna-se complecta, mais complecta ainda porque foi acrescentada...
    A ideia é clara, aquilo a que se acrescenta algo, torna-se maior. E eu sou o que acrescento às coisas, e gosto muito mais do que acrescentaría.

    26 novembro, 2007

    24 novembro, 2007

    Lugares




    Estes lugares assim que temos dentro de nós e estão cheios de coisas só nossas...
    São bons... E foi o que me apeteceu dizer-te.
    Lugares onde fazemos os buracos que queremos para depois gritar lá para dentro.
    Lugares sem caminhos, onde é muito bom que ninguem sinta vontade de ir.
    Sei lá se consegues perceber, é que a tua especialidade são mesmo os lugares bonitos, talvez de piscinas às formas onde interessa menos nadar do que combinar...
    Eu acho que o musgo invadiu as minhas paredes, hoje. Sinto-me ao vento e danço de alegria. E não é que é mesmo dia para dançar... É dia de festa.

    28 julho, 2007

    The Last Legion



    Por cá ainda não...

    18 julho, 2007

    O desejo sem a falta




    O desejo sem a falta é coisa de gente muito madura. É como imaginar sede ou fome e ter sempre tudo à disposição.
    Eu acho que há, mas quem sente tem que querer chegar um pouco mais longe, porque na verdade nunca se tem tudo. O problema do desejo é ele ser tão pouco e apenas pelo vibrar de uma qualquer vontade ou paixão ou satisfação, aquilo que se quer conseguir, como uma volta num carrocel ou um brinquedo para uma criânça. O desejo sem a falta presupõe uma certeza e nós gostamos de dizer que não temos a certeza. O desejo é uma fome, é uma vontade, e nós gostamos de dizer que ás vezes não nos apetece. Talvez, dizes bem, os olhos gostem de registar outras coisas. Talvez exista quem olhe de outra forma ou quem veja cores a todo o momento no mesmo jardim. Tambem faz parte do fenómeno de ver nos outros aquilo que temos dentro de nós e há quem tenha tão pouco dentro de si.
    Eu acho que a falta não é necessária. O que ela fáz é pôr a pensar quem não pensa quando ela não existe. Quem não pensa provavelmente quando algo corre mal, arrepende-se.
    Eu gosto de achar que a maturidade tambem é não nos arrependermos, como se já tivessemos pensado tudo antes do que pudesse vir ou não a acontecer, ou simplesmente não importasse o que lá viesse, porque simplesmente se sabe, porque se sente.
    Sentir seja o que for, mais, porque se teve a falta, é feio. Para a poesia, para a filosofia, para a história de amor, para a arte. Mas nós reconhecemo-nos nesses pequenos momentos de encontro e de paixão. Nos momentos em que se fazem as pazes ou em que ele ou ela voltam de longe. Parece que é o que sentimos quando encontramos o guarda-chuva que pensávamos ter perdido, ou uma nota esquecida no casaco do inverno que não vestiamos há meses.
    Eu percebo, é o voltar a pensar nela como uma coisa nova. Ou o constatar , obrigado pelos acontecimentos, que afinal até se gosta dela.
    Não é um pouco triste para ti? Não é um pouco frágil?
    Mas é o motor de muitos de nós, não é...? E talvez seja o nosso tambem.
    Descasquei e era o caroço e a casca o teu texto, mas isto porque tu és o caroço e a casca do meu fruto, quem sabe não é por isso que não preciso de ausência.
    Dirás que não. Que só escrevo assim porque sinto prazer em contrariar-te. E eu que posso fazer... ? Sou contra a ausência e contra a falta e contra o desejo que cresce com elas. Sou velha, só pode ser...
    Foto - "My life so far" Colin Firth e Mary Elizabeth Mastrantonio

    30 junho, 2007

    The girl in a swing






    Já cá não vinha há algum tempo e foi difiçil entrar, não imaginas.
    Estou cansada. Sabes a foto, a foto que gosto, o ar de quem vai numa nuvem deitada e se deixa soprar? Eu sei que sabes. Ía colocar uma como o trânsito imenso que carrego no peito, mas assim agradeço-te estas imagens tão lindas da Meg Tilly.

    20 abril, 2007

    Your Own Way




    "People say that you're going the wrong way when it's simply a way of your own" -
    Angelina jolie

    foto - Sylvie Guillem e Russell Maliphant

    15 abril, 2007

    Acontece



    Acontece. Começo a falar para dentro de mim, e de repente esqueço-me do dialecto, do que faço e assino e do que sou.
    Quando falo para ti e penso nisso, aconteçe o mesmo.
    Não me lembro se lhe chamaste arrogância, eu agora chamo-lhe arrogância e digo que lhe chamaste isso, a minha arrogância não me deixa acreditar que os outros saibam o que significa uma entrega, nem importa o numero de vezes que reviram os olhos.
    Prometi ficar bem, ou escrever... Foi... Eu acho que foi uma dessas coisas. Mas não foi uma ordem, mesmo que fosse, sorririas e dirias que nunca seria... Que tu não ordenas.
    Acontece que eu, de tanto ver o outro lado menos óbvio e de levantar as pedras para as ver por baixo, senti algures pelo meu dia que tinha que cumprir a ordem que não deste. Não acredito que me vejas como sou, porque não acho que vejas o mundo como eu o conheço. Falas-me dos outros e eu não subscrevo o que vês nos outros. Para mim é sempre um erro teu, um erro enorme, nada é tão distorcido como a tua verdade. Enerva-me. Enerva-me tanto que nem quero acreditar. Limpo. tiro tudo o que ouvi e imagino que é de propósito, é o que trago do passado, quando a encenação é a base para tudo, se encenares bem talvez consigas sentir. Há uma espécie de dominância nesse controlo que te dou, que te fáz incapáz de me desiludir, que vem com o sorriso do "não quero saber disso para nada" que tens porque tens, que é teu. E que me sobe pela raiz como uma esperânça de que sejas tal e qual como imagino. Sem possibilidade de haver melhor.

    "O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência.
    É assim que eu te amo,
    sem saber nada
    mas imaginando tudo..."